Isto é simplesmente MUITO MASSA. Não sei como levei tanto tempo para descobrir. Eu nem imaginava que os índios norteamericanos tinham uma tradição super antiga de dança com bambolês, mas subitamente isso faz todo sentido.
O mais interessante dessa tradição é o fato de ser uma dança narrativa. O “performer” chega a usar até 30 bambolês para criar formas em combinação com o próprio corpo e contar a história. Originalmente, essa era uma forma de dança exclusivamente masculina, mas com o tempo as mulheres também passaram a ser aceitas na tradição. Simplesmente, o máqsimo.
Trecho de THE BQE, filme do músico americano Sufjan Stevens. Esse vídeo tem muito a ver com o lance de ocupação urbana que eu venho falando com muita gente, a questão de o bambolê revelar uma possibilidade de (como disse a Tati Rosa) a cidade se revelar sempre nova.
O estúdio de arquitetura Yes We Can assina essa linda instalação em um conservatório francês do século XVIII, inspirados por uma canção de Serge Gainsbourgh. Mais informações no link original.
Então, em homenagem ao momento, deixo vocês com essa canção deliciosa daquele saudoso velho bêbado que todos nós amamos (não é mesmo? NÃO É MESMO?) ^.^
Mariana Bandarra aka Cherry showed extreme hula hoop love talking about its history and benefits and pointing us to some very strong signs that it is about to become a MAJOR trend for the next years.
Oh, yeah, and she also worked the whole 6′40” spinning the thing around her waist without breaking a sweat neither getting breathless.
Plus, she invited anyone at the audience to join her on stage.
Marcelo Noah stepped up to the challenge and also made his way to the end of the presentation without droppin’ it.
A Pecha Kucha no Studio Clio foi muito proveitosa, e a apresentação do bambambam recebeu um retorno muito legal. Acabei levando 4 bambolês e não vendendo nenhum, mas valeu a pena pela reação das pessoas, e no fim das contas o Chico do Studio Clio gostou muito da iniciativa, e ficou com 3 bambolês (os mais bonitos, inclusive) para vender lá.
Para quem não conseguiu estar lá nessa noite memorável, deixo este screencast que contém o esqueleto da apresentação que fiz lá no Studio Clio. Claro que não é a mesma coisa, mas já é algo.
Como durante a apresentação eu fiz bambolê e o Noah também, vai junto esse outro vídeo.
Foi uma noite essencialmente cheia de amigos, tanto na platéia como entre os apresentadores. Mariana Messias detonou as mentes com uma video-audio-colagem poética cheia de psicanálise e pathos; Trampo fez uma apresentação com suas lendárias fotos de cenas urbanas, genial e sem frescuras (como é do seu feitio); Marcelo Noah apresentou — em um dos pontos altos da noite — um vídeo de audio-poesia deliciosamente comovente; Maverick abalou audições e deleitou olhos com uma apresentação frenética e fetichista; Alexandre Kumpinski arrasou com sua vídeo-canção e João Mognon fechou a noite com chave de ouro em uma contundente análise semiótico-poética da vogal subjetiva do inglês (vou me conter pra não fazer uma piada com “pingos nos is”, não precisa agradecer). Entre a seleta platéia, a eterna queridíssima Consuelo, Pedro Mandagará, Vivi Nickel, Felipeta e tantos outros, sem falar no indefectível casal de anfitriões, Cardoso e Marcela.
A todos os que estavam lá, em carne e osso ou em sintonia com os harmônicos do universo, muito obrigada por uma noite linda. Assim que tiver fotos, postarei aqui.